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28/02/02

Malu Mader: “O ser humano está acima de tudo”

Após uma redução do ritmo de trabalho, para dedicar-se aos dois filhos do seu casamento com o guitarrista dos Titãs e escritor Tony Bellotto (João e Antônio, com 6 e 4 anos, respectivamente), a atriz Malu Mader, 35 anos, volta à cena. Ela, que nos últimos quatro anos só tem feito aparições esporádicas em minisséries e programas televisivos, afirma estar tomada por “inquietações artísticas”, que a fazem “atirar para tudo que é lado”.

Um dos resultados dessa inquietação pode ser conferido no filme "Bellini e a Esfinge", protagonizado por Fábio Assunção e com direção de Roberto Santucci Filho. Vencedor do prêmio do público de Melhor Filme Brasileiro do Festival do Rio BR 2001, o filme foi exibido durante o I Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador. Malu falou sobre seu personagem (a prostituta Fátima), em Bellini, e sobre o filme "O Invasor", do qual também participa. Confira os melhores momentos da entrevista:

Qual a sua expectativa em relação ao lançamento do filme?

Malu Mader: A minha expectativa é a melhor possível, pois o meu envolvimento com o filme é total. Me apaixonei pela Fátima ainda quando o romance estava sendo escrito. Quando vislumbrei a possibilidade de interpretá-la, me apoderei dela. Isto apesar de não ter o seu tipo físico. A Fátima do romance é muito peituda, mas como na adaptação se perde sempre alguma coisa, ela perdeu os peitos e ganhou o meu empenho.

Por que esse personagem a fascinou tanto?

Malu Mader: Não sei dizer, é alguma coisa de empatia, de encantamento. No livro, quando Fátima aparecia, era uma hora de encantamento do Bellini. No filme, ela ficou mais dúbia. Mas acho que isto se deve por ser ela uma prostituta de verdade. Ou melhor: por ser mostrada de forma mais autêntica. A Paula Lee (da minissérie Labirinto) e a Ester (da novela Força do Desejo), que também eram prostitutas, foram gravadas no Projac (estúdio da Globo), de forma que não tive contato com a realidade das garotas de programa. No caso da Fátima, eu fui para as casas onde elas ficavam, convivi com elas e pude compreender melhor como elas viviam suas vidas.

O que chamou mais a sua atenção nessa convivência e que refletiu na composição do personagem?

Malu Mader: O de sempre: que o ser humano está acima de tudo; que o estereótipo, o preconceito, a caricatura são muito redutores. Nunca gostei disso, desde pequena. Gosto muito de gente, não é à toa que fui ser atriz. Não gosto muito de estereótipo, prefiro ver que são seres humanos, assim como nós. O ambiente delas é instigante, tem uma lascívia muito aparente.

Você participa também de outro filme que está sendo aguardado com expectativas muito favoráveis, que é O Invasor, do Beto Brant, baseado num conto do Marçal Aquino.

Malu Mader: Sim, o Tony gosta muito da literatura do Marçal e uma amiga nossa apresentou os dois. Eles ficaram um tempo enorme falando de literatura. Depois, o Tony me perguntou: “Malu, adivinha como é o título do livro do Marçal?” O título era o mesmo de um livro que ele estava escrevendo e que se chamava Faroeste. Tony mudou o título para BR-163 e Marçal, que aprontou o livro primeiro, manteve o título original. O Invasor é um dos contos desse livro.

Como se deu sua participação no filme?

Malu Mader: Bianca Vilar, a produtora do filme, me mandou o roteiro e fiquei muito impressionada. Vi que tinha um papel feminino que não estava escalado e mostrei interesse em fazer o papel. Fiquei muito envolvida com o filme, que ficou muito redondo, muito emblemático do nosso tempo, da violência, da disparidade social, da indiferença das elites com os menos favorecidos. E tem a surpresa do Paulo Miklos dando um show de interpretação. Sou fã do trabalho do Beto e os atores estão superbem. Acho que esse filme vai ser muito marcante.

Marçal Aquino, um dos principais escritores da geração mais nova, tem uma narrativa realista muito contundente, que revela a violência existente nas regiões de fronteira e nas cidades. Característica que foi muito bem aproveitada pelo Beto Brant, por exemplo, em Os Matadores. Que pontos você destaca nesse novo filme?

Malu Mader: Acho que um grande trunfo da realização desse filme é o fato de não termos tido todo o dinheiro que contávamos para fazê-lo. Fizemos todo ele em locações e ficou muito visceral. O filme transpira a realidade desses lugares. E a trilha sonora, feita pelo Tony, me agrada muito, bem como a fotografia. São alguns dos pontos altos do filme.

Como está o seu plano de produzir um segundo filme com o personagem Bellini?

Malu Mader: O Bellini e o Demônio será um suspense, mas ele ficará para depois, porque Dodô Brandão, que me dirigiu em Dedé Mamata, me convidou para trabalhar como atriz na adaptação do BR-163, que já está contratado, inclusive já está sendo visto o roteiro. Eu, no fundo no fundo, tinha vontade mesmo era de dirigir o Bellini e o Demônio, mas ainda não tive coragem de enfrentar uma barra dessa. É complicado para uma mulher, com filhos pequenos e... esse lado é ainda o que não se realizou.

Você fez uma pausa nos trabalhos para cuidar dos seus filhos. Valeu a pena?

Malu Mader: Sem dúvida. Mas, agora eu estou bem inquieta para voltar ao trabalho com mais constância. Agora que os meninos estão maiores já me permito ficar mais tranqüila. Minha mãe me ajuda muito, de forma que estou com muitas inquietações artísticas. Estou atirando para tudo que é lado. Quero dirigir, escrever roteiros, vontade de realizar um trabalho autoral, como Scorsese, como Woody Allen.

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